Time Code (teledisco)
Bright Eyes
Álbum: Digital Ash in a Digital Urn (2005)
Real.: Justin Metcalfe
Mostrar mensagens com a etiqueta Televisão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Televisão. Mostrar todas as mensagens
29 de março de 2007
22 de março de 2007
Próximo da verdade
20 de Março, 4ª aula. Ainda os cenários em corte. Ainda Godard, Jerry Lewis e... John Cassavetes (1929-1989). O contraponto de Cassavetes é tanto mais estimulante quanto, de facto, são três contemporâneos. No caso dos dois americanos, talvez possamos mesmo dizer que eles se aproximam através de uma insólita distância geográfica e cultural: Jerry é indissociável do entertainment da costa Oeste dos EUA, Los Angeles e Hollywood — a sua visão crítica do espectáculo não deixa der interior a esse mesmo espectáculo; Cassavetes é produto da costa Leste, e de um contexto eminentemente novaiorquino, como realizador desde o princípio (Shadows, 1959) ligado a uma aposta fundamental nas novas técnicas ligeiras (câmaras mais leves e som directo). Ver Gena Rowlands em Minnie and Moskowitz/Tempo de Amar (1971) é, assim, deparar com uma atitude criativa — e uma forma de ser actor/actriz — que acredita que o cinema está, pode estar, próximo de alguma verdade. Neste tempo de triunfo da retórica da reality TV, que significa estar próximo da verdade? E qual verdade?10 de março de 2007
Realismo(s)
De que falamos quando falamos de realismo? A questão é tanto mais pertinente quanto vogamos num espaço/tempo de simulações e simulacros — a ponto de entendermos o espaço apenas em função dos circuitos que podem ligar as suas partes; a ponto de medirmos o tempo como uma mera variante do contra-relógio repetitivo a que, globalmente, todas as televisões obedecem.
*
A instauração de uma noção plural de realismo talvez seja pedagogicamente útil. Ajuda-nos, pelo menos, a separar as águas, respeitando os olhares: o "meu" realismo não coincide, necessariamente, com o "teu" realismo. Ou ainda: nenhuma visão é automática ou legitimada pelo real. Aliás, em parte, o real existe através da sua representação (esta é a filosofia mais amarga, e também mais vital: no limite, o real não é aquilo que conhecemos, mas aquilo que se escapa um pouco mais face a qualquer tarefa de conhecimento).
*
Que fazer, então, com o realismo, aliás, os realismos? Talvez começar por dizer que o simples reconhecimento da sua possibilidade nos coloca contra o naturalismo televisivo e o império cognitivo da telenovela.
Subscrever:
Mensagens (Atom)