De alguma maneira, o trabalho de Godard sobre as imagens — e os sons — obriga-nos a pensar e repensar a verdade daquilo que vemos (e ouvimos). Se ele diz que "o cinema acabou", é apenas porque o continua para além da sua morte. Assim, por exemplo, as imagens de Histoire(s) du Cinéma estão para além da citação de filmes. Mais precisamente, cada vez que Godard reinveste uma imagem de outro filme, o que ele faz/mostra é a reconversão dessa imagem em matéria viva do filme a que estamos a assistir. Daí o paradoxo: a imagem transforma-se em tela de pintura (sentimos os gestos que a redesenham) e página de escrita (aberta a todas as narrativas). No limite, deparamos com esta verdade transparente e infinitamente enigmática: "a câmara é o écran".
Mostrar mensagens com a etiqueta Pintura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pintura. Mostrar todas as mensagens
10 de abril de 2007
Pintar + escrever + filmar
De alguma maneira, o trabalho de Godard sobre as imagens — e os sons — obriga-nos a pensar e repensar a verdade daquilo que vemos (e ouvimos). Se ele diz que "o cinema acabou", é apenas porque o continua para além da sua morte. Assim, por exemplo, as imagens de Histoire(s) du Cinéma estão para além da citação de filmes. Mais precisamente, cada vez que Godard reinveste uma imagem de outro filme, o que ele faz/mostra é a reconversão dessa imagem em matéria viva do filme a que estamos a assistir. Daí o paradoxo: a imagem transforma-se em tela de pintura (sentimos os gestos que a redesenham) e página de escrita (aberta a todas as narrativas). No limite, deparamos com esta verdade transparente e infinitamente enigmática: "a câmara é o écran".24 de março de 2007
16 de março de 2007
7 de março de 2007
Desejo de realismo
LUCIAN FREUD, Large Interior W. 11 (after Watteau), 1981-198327 Fevereiro, 1ª aula. Falar de técnica e falar de formas — da técnica como forma que nasce, da forma como acontecimento interior à técnica. E tentar compreender como é que isso nos aproxima ou afasta do real (o que é o real?). Tentar lidar com o desejo de tocar o real, isto é, o realismo. Ou melhor: os realismos. Plural. Começar com Lucian Freud, porque...sim.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

