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10 de abril de 2007

Pintar + escrever + filmar

De alguma maneira, o trabalho de Godard sobre as imagens — e os sons — obriga-nos a pensar e repensar a verdade daquilo que vemos (e ouvimos). Se ele diz que "o cinema acabou", é apenas porque o continua para além da sua morte. Assim, por exemplo, as imagens de Histoire(s) du Cinéma estão para além da citação de filmes. Mais precisamente, cada vez que Godard reinveste uma imagem de outro filme, o que ele faz/mostra é a reconversão dessa imagem em matéria viva do filme a que estamos a assistir. Daí o paradoxo: a imagem transforma-se em tela de pintura (sentimos os gestos que a redesenham) e página de escrita (aberta a todas as narrativas). No limite, deparamos com esta verdade transparente e infinitamente enigmática: "a câmara é o écran".
> (Pergunta de algibeira: quem está por detrás das letras amarelas ? )

24 de março de 2007

Reproduzir / representar

GOTTFRIED HELNWEIN
American Madonna (Epiphany IV), 2000
(177 cm x 213 cm)
Óleo e acrílico sobre tela

16 de março de 2007

Mondrian, 1920

PIET MONDRIAN
Composição em Vermelho, Negro, Azul, Amarelo e Cinzento, 1920

7 de março de 2007

Desejo de realismo

LUCIAN FREUD, Large Interior W. 11 (after Watteau), 1981-1983

27 Fevereiro, 1ª aula. Falar de técnica e falar de formas — da técnica como forma que nasce, da forma como acontecimento interior à técnica. E tentar compreender como é que isso nos aproxima ou afasta do real (o que é o real?). Tentar lidar com o desejo de tocar o real, isto é, o realismo. Ou melhor: os realismos. Plural. Começar com Lucian Freud, porque...sim.